Eu me sento e espero pelo entardecer. São momentos como esse em que vemos como é bela a vida. Em que outra hora veríamos o céu laranja? Durante o amanhecer, ele está vermelho, é quando o céu mostra as marcas da noite. Ao entardecer ele se arrepende pelos erros cometidos no dia. Agora está escurecendo, porém ainda é claro, posso ver os últimos raios de sol no horizonte. A noite está chegando, e o dia vai partindo. Porém, ao entardecer, eles param para conversar. Dois opostos convivendo em perfeita união. O entardecer é a hora mágica, é a hora em que renovamos a nossa esperança: por mais escuro que esteja, o sol há de nascer e iluminar meus caminhos, por isso, posso continuar.

Isabella Quaranta

quarta-feira, outubro 14, 2009

À espera do entardecer - Capítulo 1: Dia de Sorte

Hiiii people!

*das profundezas ela ressurge* EU VOLTEI!
Pois bem, eu posto agora o capítulo 1, com direito a capa, e imagens. (créditos Vilarim, por scanear meus desenhos.)
Vale constar que ainda não tem nome, mas pretendo fazer até antes do cap. 10. :D
Ideias são muito bem vindas.
Assiiiim, eu ainda to refazendo os outros capítulos, prometo postar alguma coisa todo dia.
Para a minha alegria, amanhã é feriado. Mas para a tristeza geral, sexta tenho prova.
Agora, chega de enrolar vocês:
cap. 1 - dia de sorte

Por quê? Por que essas coisas insistem em acontecer comigo? Logo agora que tudo ia “aparentemente” bem. Logo agora que parecia que tudo ia voltar ao normal (normal comparado com minha vida hoje em dia. Falando sério, não há nada de normal quando seu pai é o primeiro ministro da Inglaterra). Maldita hora que eu decidir vir patinar. Por que eu não poderia ficar em casa como uma pessoa normal em um dia de chuva? Talvez seja porque eu não seja tão normal assim como essas pessoas que se acomodam dentro de suas casas quentinhas em um dia que mais parece que o céu vai desabar como esse. Tudo parece estar errado.

Começando que eu não sei por que raios eu fui querer sair de casa. A chuvinha - se é que se pode chamar um temporal com ventos de 10 km/h de chuvinha. Não me pergunte como eu cheguei aqui. Nem eu sei. – mas sim, a chuvinha que eu peguei vindo pra cá vai me render uma boa semana de cama com febre de 40 graus. Normal. Nada demais, talvez eu perca a semana de provas e seja obrigada a ficar nas férias fazendo prova de segunda chamada. Se bem que perder a prova de química não é uma má ideia.

Não posso esquecer o fato de eu estar com essa mega super espinha na minha cara (isso já tem três semanas). Alguém com o mínimo de juízo ficaria trancada dentro do quarto com a luz desligada e de baixo de um coberto passando corretivo na cara toda vez que alguém abre a porta, para não correr o risco de ninguém ver a espinha pela janela do quarto, que fica DE FRENTE para a casa do menino mais bonito do colégio. Minha sorte me impressiona. Eu, como não tenho, aparentemente, juízo, saí de casa. Mesmo com todos esses fatores obrigando-me a ficar. Sim, eu sou teimosa e impulsiva. Mas é que eu realmente precisava me afastar daquele pandemônio.

Meu pai estava discutindo algo com minha madrinha o que era melhor para mim. Fiz questão de não ouvir a conversa. Odeio que falem sobre mim. Mas não dava pra não ouvir. Eles discutiam sobre meu aniversário... Que por acaso é daqui a três dias, eu farei 15 anos. Para minha família, 15 anos é uma data muito importante. Bom, não sei se é para minha família toda, mas para meu pai, é. E, pelo que parece, para minha tia também.

Pelo que eu ouvi - o que era impossível fazer o contrário quando dois especialistas em discursos (tipo daquelas igrejas em que o povo fica gritando) estão berrando sua opinião em plenos pulmões – minha tia quer fazer uma super festa para mim, chamando toda elite inglesa (leia-se: os amigos dela) e os garotos mais bonitos do mundo (leia-se: os filhos dela e dos amigos dela). Por outro lado, meu pai quer uma viagem comigo para a França. Algo só nós dois, que na minha opinião é muito melhor. Eu não aguento como aqueles amigos da minha tia ficam todos metidos quando se reúnem, mesmo eu sendo a pessoa com o pai mais importante ali.

E, como minha sorte é algo inigualável, ele está aqui. Não meu pai, ou minha tia maluca, ou os amigos estranhos e metidos a besta dela, mas o garoto mais bonito, amorosos, simpático e gostoso do mundo. Ele mesmo, meu vizinho, Luke Clanchett. Ele é perfeito, tirando a parte que ele namorava a vaca da Sue Charleston – pelo menos, eles acabaram. Mas por que ele estaria aqui?! Eu sei que ele é bom em tudo que faz, mas ELE NÃO SABE PATINAR! Por que logo hoje e logo agora ele decidiu, sem motivo aparente, vir fazer uma visita ao ringue de patinação... Ele é maluco ou algo do tipo? Será que ele não viu o temporal que está lá fora? Bom, eu não me importei com o temporal... Mas ele deveria se importar. Saco, hoje REALMENTE não é meu dia. O que me falta acontecer... Só falta os aliens invadirem a Terra e dizerem que querem o meu cérebro em específico para fazer testes com humanos, e eu serei a cobaia da Inglaterra ou meu pai chegar pra mim dizendo que não é meu pai, e eu sou filha do açougueiro.

Eu poderia tentar sair daqui, mas isso envolveria ser altamente grossa com Luke, pegar uma chuva miserável lá fora, ouvir a discussão dentro de casa e ainda ficar de cama por uma semana. Eu posso tentar sair de fininho (mesmo estando no meio do ringue), ele está distraído – ai, como ele fica lindo distraído. Convenhamos, ele fica lindo sempre, ainda mais quando está com a blusa vermelha sangue do time de rugby do colégio. Ai não, ele olhou pra cá. Ele está olhando pra mim. Nossos olhares parecem ter se encontrado no meio dessa confusão de imagens enquanto eu corro no ringue. Ele está sorrindo pra mim. Não pode ser. Eu devo estar louca. Não. Aimeudeus! Eu esqueci que estou deslizando no gelo e não tenho como parar agora. Abordar missão fuga, cancelar, parar os patins. Eu não consigo frear, Capitão Jack, virar estibordo, suspender as velas, PAREM ESSE NAVIO. Freie Speed Racer, Freie! AAAAAAAAAH!

Eu bati de cara no muro, maravilha, ser discreta não é o meu forte. Acho que eu me machucaria menos se eu usasse uma melancia na cabeça...

- Ai, minha cabeça... – acho que vejo 15 passarinhos chamando o meu nome. Não, eles estão encarando minha espinha... Jeeeenna. Jeeeeenna. A ESPINHA!

- Beka, você está bem? – maravilha, ele viu a mim e a minha super espinha mutante, missão saída de fininho: FALHOU.

- Estou meio tonta, mas vou sobreviver – que coisa mais ridícula de se falar, era melhor se eu tivesse dito “to inteira, eu não sou feita de papel”, assim ele teria se afastado logo de mim e me pouparia da humilhação de imaginar a cara dele vendo... A MINHA SUPER ESPINHA MUTANTE. Ai, como ele fica lindo segurando a minha cabeça em seu colo. Acho que vou desmaiar. – O que você está fazendo aqui? – consigo falar por fim.

- Que bom. Eu estava passando e vi as luzes acesas, então decide entrar. – ok, ele não consegue mentir em hipótese nenhuma... veio passando pela rua, ignorando o temporal de 10 km/h. Claro, e eu sou coelhinho da páscoa tirando férias de dezembro. – Então...

PAAAAARA TUDO NESSA BUDEGA, QUE EU TO MANDANDO.

Antes de tudo e mais nada, acho que alguns esclarecimentos:clip_image002[4]

1 – Olá, meu nome é Rebecca Laurevan. Tenho 14 anos, 11 meses e 27 dias.

2 – Não sou uma típica protagonista de algo: eu não sou loira, nem ruiva, não tenho cabelos lisos perfeitos ou ondulados tipo Marilyn Monroe, muito menos cachos sedosos. Na verdade, meu cabelo é meio sem graça. Ele é castanho, curto (um pouco abaixo do queixo) e levemente ondulado. Eu também não sou nenhuma Olivia Palito (como a Sue Charleston), nem nenhum Willy (como a Dorothy Stacy). Não tenho dotes esportivos, não faço o tipo com o mínimo de sex-appeal, ao sou a mais inteligente ou a mais bonita. Tenho olhos enormes. Tipo, E-N-O-R-M-E-S, eu fico parecendo um... um... não sei descrever. Acho que fica próximo a uma coruja com óculos de lente de aumento. Sério, eles dominam a minha cara. Peraí, eu também não sou nenhuma Betty, a feia.

3 – Tenho um grande prazer em apresentar Jenna, minha super espinha mutante. Pois é, ela tem um nome. É que eu tenho uma ligação emotiva com ela. Já fiz de tudo, creme, tratamento, dermatologista e o diabo a quatro, mas ela insiste em ficar ali, me encarando. Se é que uma espinha localizada na minha bochecha esquerda pode me encarar. É que toda vez que eu sorrio ou olho pra baixo ela tapa a minha visão. Esse mundo não me compreende, fato. A vantagem da Jenna é ter com quem conversar quando eu to sozinha. Ela me compreende, não fica me reclamando do que eu to falando ou dizendo para eu me sentar igual mocinha, ou para usar guardanapo e não a manga da minha camisa largada (que é motivo constante de reclamação entre os membros da minha família).

4 – Eu sou a pessoa mais desastrada do mundo relatada em toda a eternidade, como diz a música de Plain White T’s, eu sou um Desastre Natural. A única coisa que eu sou realmente boa é na patinação. Mas como vocês viram, eu não tenho salvação.

5 – Sou uma garota normal: tímida, desastrada, simpática com quem quer, sem nada demais, que faz aniversário em três dias e conhece os caras do Plain White T’s. Ah, não posso esquecer-me de mencionar que meu pai é o primeiro ministro do parlamento inglês, mas isso eu já falei. Esse final não soou tão normal assim... Mas isso é segredo, ninguém no colégio sabe, além do diretor. Para qualquer dos efeitos, meu pai está viajando, ele cuida de assuntos internacionais. O que não é a melhor resposta, mas também não é uma mentira completa. Eu só não gosto de ficar conhecida no colégio como a filha do primeiro ministro, nem quero que a pessoas sejam minhas amigas por causa disso. Eu já mudei várias vezes de colégio por esse motivo, odeio ser considerada diferente ou especial por algo que não é mérito meu. Sem contar que meu pai também sofre muito me protegendo de paparazzi, de loucos e de terroristas para eu sair gritando por aí que meu pai é o cara.

Voltando agora ao ringue de patinação. Vejamos onde eu parei? Ah claro, eu caí e Luke-gostosão-perfeito-lindo estava me ajudando.

- Então... Você vai à festa da Sue? – o coitado é ingênuo, até parece que ela vai querer “o monstro esquisito” na festa dela. Se ela soubesse que meu pai é três mil vezes mais influente que o pai dela, ela teria um treco.

clip_image004[4]- Não – tento ser simpática, mas a menção do nome daquela cobra de silicone me da raiva. - Tenho outras coisas pra fazer. Desculpe. – eu olho para o chão, não consigo encarar aquele rostinho fofo agora.

- Ah, então ta bom... Você vai fazer algo amanhã à tarde?

Na verdade – penso – vou com meu pai para a França, ele quer comemorar meu aniversário lá e aproveitar para resolver alguns problemas diplomáticos e me apresentar o filho do presidente (esse último fato me tira do sério). Ou seja, nada demais.

- Vou viajar com a família. – digo sem muita animação. Omitir não é bem mentir.

- Então, parabéns adiantados, caso eu não lhe veja até lá. – disse sorrindo simpaticamente e se aproximou de mim. Eu senti meu rosto corar, parecia que estava pegando fogo, e então ele me deu um beijo. Na bochecha... DIREITA, bochecha direita. Calma, ele provavelmente viu a Jenna no lado esquerdo e ficou ou com medo dela atacá-lo ou com nojo dela. Mas, que seja! LUKE CLANCHETT ME DEU UM BEIJO NA BOCHECHA! (direita)

- Obrigada – digo depois de um tempo tentando parar de tremer.

- Nada! Acho que vou indo, a tempestade parece ter acalmado. Tchau, Beka! – como ele é lindo quando aperta um pouco os olhos e sorri.

- Tchau... Luke – Digo depois de um tempo.

Não creio, não creio! Isso só pode ser um sonho paranóico psicótico. Luke falou comigo! Melhor, ele me chamou pra sair! Melhor ainda, ele sabe que eu existo! E espera, EU O DISPENSEI! Como eu sou burra, vou me matar. Não posso viver com isso na cabeça agora. Como eu pude dispensar uma saída com Luke Clanchett. Não me canso de repetir seu nome... É tão lindo. Mas pensando bem, eu não o dispensei, eu realmente não poderia ir... Tenho de estar em Paris para uma cerimônia chata de passagem para os 15 anos... SACO. Hey, ele veio aqui só pra me desejar feliz aniversário? Que estranho. Ah, quem se importa? Luke Clanchett sabe que eu existo!

x-x-x-x-x

Que diazinho mais pedante esse... Eu não posso sequer sair de casa “porque daqui a três dias é o seu aniversário. E nós vamos para Paris.”, meu pai fica me repetindo isso a cada 5 minutos. Eu não quero ir para Paris, quero ficar na Inglaterra. Nada contra os franceses, mas não suporto aquele sotaque de fresco cheio de biquinhos...

Onde foi parar a minha educação?! Talvez tenha ido para – deixa pra lá! Meu nome é Jean Patrick Lasteff, tenho 14 anos e em três dias é o meu aniversário. Gosto de verde, pois é a cor dos meus olhos. Eles na verdade são meio azuis também, depende do ângulo que você olhar. Tenho cabelos lisos e castanhos. Não conheço minha mãe, e o meu pai é o chefe de relações exteriores do parlamento inglês, amigo antigo do primeiro-ministro. Ele decidiu que iremos para a França amanhã, comemorar meu aniversário e ele vai aproveitar resolver algumas questões diplomáticas. Não ligo pra o que ele vai fazer, eu vou ficar aqui. Se o primeiro-ministro já vai, por que ele tem de ir? Ah, lembrei. Ele quer que eu conheça a filha do primeiro-ministro. Deve ser mais uma patricinha fresquinha que anda por aí se gabando por ter nascido em berço de ouro e poder ir aonde quer. Daqueles que se primeiro te olha do pé a cabeça, depois de saber sua história e sua conta bancária, ela vê se você é interessante ou não. Se for, ela se joga em cima até você ceder, do contrário, te ignora. Por isso eu minto sobre mim e sobre a minha conta bancária. Não quero que nenhuma garota se interesse por mim por que meu pai é ministro de alguma merda.

- JP, e aí filhão, como foi o dia? – pergunta meu pai, entrando de supetão no meu quarto,

- Pai, eu já te pedi pra bater antes de entrar. – Eu reviro os olhos enquanto fecho o livro e olho para meu pai. – Foi bom. E desde quando você se interessa por como foi meu dia ou o que eu fiz?

- Você é meu filho, eu tenho de saber o que você fez hoje.

- Ah, então tudo bem. Hoje eu fui ao Tâmisa e andei sobre as suas águas, depois procurei um abrigo e multipliquei alguns pães, nada demais.

- Que bom! Se continuar assim, vão lhe chamar de messias. – eu abafo um riso e tento manter a pose séria. - Vamos sair? – ele pergunta enfim.

- Sair pra onde? Já te falei que não vou pra França.

- Não faço ideia, amanhã você tem aula?

- Não, o colégio suspendeu as aulas de forma repentina. – o que é muito estranho.

- Ótimo, então faça as malas, vamos viajar!

- Pai, o senhor realmente não me escuta. Eu não quero ir para a França!

- E que disse que nós vamos para a França? Vai logo, menino, faça suas malas com roupas para enfrentar qualquer clima, não vai se arrepender.

- Que seja. – eu largo o livro em cima da minha cama e peço para a camareira me arranjar uma mala, enquanto a lerdeza dela não trás minha mala, eu separo as roupas

Como sempre, eu cedi. Em então fomos para Sicília, Itália. Provavelmente ele ia comprar uma garrafa de vinho, olhar como anda o vinhedo e depois partiríamos para França (ele sempre vai para a Itália antes de qualquer viagem “O mundo não pode ser descoberto sem um bom vinho italiano e uma boa companhia.”, diz meu pai sempre que eu o indago o motivo de termos sempre de ir à Itália. Não que eu me incomode, adoro a Itália.).

Chegando ao aeroporto, pegamos o jato particular do papai. Aproveitei a viagem e tentei tirar um cochilo, mas meu pai me chamou antes que eu encontrasse uma bela virgem de cabelos esvoaçantes nos meus sonhos.

- Diga-me, rapaz, o que você acha que vamos fazer em Paris? – aarg, odeio esse sorrisinho de garoto que está prestes a aprontar. Ele podia pelo menos esperar até a virgem ter se entregado totalmente de corpo e mente pra mim, antes de me vir com perguntinhas dessas pra mim.

- Não sei. Foi você que me chamou. Por mim, estaríamos em casa. – me viro para continuar dormindo, tentando encontrar minha virgem dos cabelos esvoaçantes e antes que ele decida entrar em assuntos muito pessoais, que eu tenha de falar sobre meus sentimentos, angústias, amores e esperanças ou talvez sobre meu sonho... Não seria legal explicar a meu pai que venho sonhando com uma virgem de cabelos vermelhos esvoaçantes.

- Vamos Jean Patrick. Converse um pouco com seu velho aqui. Qual foi a última vez que tivemos uma conversa dessas? – ele está tentando fazer o papel de pai, mãe e amigo ao mesmo tempo. Nunca deixe seus pais tentarem fazer isso. Principalmente se seu pai for daqueles que espalha para todo mundo quando você teve seu primeiro beijo ou fica te perguntando coisas muito pessoais, a ponto de ser constrangedor responder ou te reprime por certos sonhos mais calientes, alegando que você ainda é um bebê..

- Faz bastante tempo. – digo e meu pai me lança um sorriso esperançoso. – Afinal, você nunca tem tempo. – agora eu me viro para dormir.

Eu não sou um filho ruim ou rebelde. É que meu pai escolheu o dia em que eu estou de TPF (Tensão Pré-França). Toda vez que eu vou para aquele país eu fico assim. Não gosto dali, nunca gostei. Todos os anos, desde que eu tenho sete anos, vamos para a França no final do ano. Eu poderia ser guia do Louvre ou ganhar dinheiro fazendo um city-tour. Se bem que não é uma má ideia, se eu ficar entediado no hotel eu faço isso. Talvez tenha alguma francesa fresquinha que queira fazer um passeio comigo. Vou dormir, é o melhor que posso fazer.

Chegando à Itália, vamos ao vinhedo do meu pai. Adoro ficar aqui. Por mim passava minha vida toda cuidando disso daqui e esperando minha virgem dos cabelos vermelhos. Esse lugar transpira paz, mesmo durante a noite. É como se eu saísse da correria diária que anda o mundo do século XXI e fosse para um período da história em que tudo fosse paz. E que só existia eu e a virgem ruiva de cabelos esvoaçantes, e nós pudéssemos andar por aí sem roupa e não ser presos por ataque ao pudor ou coisa assim.

Meu pai foi na adega pegar o vinho que vamos levar a viagem, enquanto isso eu aproveito essa paz.

- Vamos para o aeroporto, JP. – meu pai me dá uma tapinha no ombro e segue até o carro. E assim acabam meus segundos de paz com minha virgem de cabelos esvoaçantes. Fomos para o aeroporto e embarcamos em um voo normal. Isso mesmo, voo NORMAL. Meu pai não quis me explicar o motivo desse surto, simplesmente fez. E eu, como filho, acatei.


x.x.x.x.x.x.x.x

Booom, gostaria de lembrar que comentários me alegram e motivam a escrever. =D

Então, tenham uma boa noite e sonhem com Rebecca ou JP *-* (eu ando sonhando com eles diariamente.)

2 comentários:

kel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
marcela disse...

adoreeeeei bibis :D
mel

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