Eu me sento e espero pelo entardecer. São momentos como esse em que vemos como é bela a vida. Em que outra hora veríamos o céu laranja? Durante o amanhecer, ele está vermelho, é quando o céu mostra as marcas da noite. Ao entardecer ele se arrepende pelos erros cometidos no dia. Agora está escurecendo, porém ainda é claro, posso ver os últimos raios de sol no horizonte. A noite está chegando, e o dia vai partindo. Porém, ao entardecer, eles param para conversar. Dois opostos convivendo em perfeita união. O entardecer é a hora mágica, é a hora em que renovamos a nossa esperança: por mais escuro que esteja, o sol há de nascer e iluminar meus caminhos, por isso, posso continuar.

Isabella Quaranta

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domingo, junho 12, 2011

Um dia por ano

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Esse não é pra ser mais um texto sobre dia dos namorados, como amar é lindo, como tudo é maravilhoso e como estou sozinha. Esse é um texto que meu coração grita para despejar em algum lugar, não deve haver coerência, não deve haver sequência lógica de fatos. Deve haver honestidade e uma eterna alegria que tenho dentro de mim.

Sabe quando você acorda e se dá conta que acaba de acontecer? Que seu mundo virou ao avesso e tudo parecer estar mais bonito. Aquele momento que você percebe que está amando? Hoje, domingo, 12 de junho, dia dos namorados, eu me senti assim. Não, eu não tenho namorado, mas não é preciso ter um para amar. Não é preciso escolher muito, é preciso sentir. Começou com um ‘oi’. Totalmente comum, sem segundas intenções. E agora, cá estou, parecendo uma boba de 12 anos que acha que a vida não podia ser mais bonita.

Sinatra, Nando Reis, Elton John. Minha trilha sonora até agora. Eu fico relembrando os momentos que passamos juntos, fico olhando pro telefone, fico torcendo que ele me ligue só pra dizer que queria estar comigo. Juro, queria ter coragem de fazer isso. Queria ter iniciativa de ligar pra ele e dizer que eu não consigo pensar em outra coisa, que tudo ao me redor me lembra seu cheiro, seu beijo, sua mão grossa na minha, sua risada alta.

O mais bizarro é que eu tinha desistido do amor, como dizem minhas amigas: eu congelei meu coração. Mas como alguém pode, tão rápido, ser uma chama e derreter esse cubo de gelo. Ontem eu me senti amada, eu me senti bonita. E não foi por culpa de um “Você é linda” sussurrado no meu ouvido. Eu sempre sonhei com aquele amor de revista, de filme, bem sonhador. Hoje, eu realmente só quero ele do meu lado. Não sei se será para a vida toda, mas pelo menos que seja como Vinícius disse, “infinito enquanto dure”.

Sei que ele não irá ler isso, mas mesmo assim, gostaria de um dia ter coragem de te dizer, que te amo.

Esse texto conseguiu resumir meu dia, minha musa, Fernanda Mello

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Sonho de um homem acordado

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O quão arriscado é dar uma passo? O simples ato de seguir adiante já é uma prova de como a humanidade vive de esperanças. Quem sairia de casa se achasse que ia morrer naquele dia? A vida seria inviável sem um pouquinho de fé.

Dos mais ricos aos mais pobres, a esperança é o alimento da alma. Começamos relacionamentos acreditando que eles vão perdurar, da mesma forma como que andamos em frente, crendo em chegar a algum lugar. Não há como ter certeza do futuro. O utópico “felizes para sempre” impulsiona nossas ações, esperamos por algo melhor, por isso, continuamos.

Segundo Aristóteles, a esperança é o sonho do homem acordado. Edgar Allan Poe diz que “a vida real do ser humano consiste em ser feliz, principalmente por estar sempre na esperança de sê-lo muito em breve”. Por maiores que sejam os pensamentos e mais pensadores reflitam, todos chegam à mesma conclusão: não é possível viver sem esperança.

Diz o ditado popular que a esperança é a última a morrer, afinal, depois que esta acaba perde-se o propósito da vida. Fica-se no vazio. Cultivá-la é tão simples, muitas vezes basta um sorriso, um olhar, um tempo para pensar sobre sua vida hoje e amanhã.

Aquele que faz por meios justos para conseguir o sucesso, que tem paciência e perseverança, um dia há de alcançar seu nirvana.

Isabella Quaranta

sexta-feira, agosto 20, 2010

Vingança eterna

Nota de início: essa é uma obra inacabada, não espere ter um final. Talvez eu continue, talvez não. Saiba que isso não é fan-text.

Eu estava decidida a fazer aquilo. Já era inevitável que depois de tanto tempo a relação fosse esfriar (literalmente). Eu tentei me separar outras vezes, mas ele nunca me deixava sair livre. Sempre com aquela história de eternamente, você prometeu, e blábláblá. As mordidas até que eram legais no início, mas depois começaram a ficar cansativas. Eu já não podia suportar. Todos os namorados da minha filha me pareciam sensuais, perigosos e atraentes.

Por que eu não podia ter me casado com alguém mais selvagem, perigoso, que pudesse morrer? Não, eu tinha que escolher o vegetariano que vira a atração principal da parada gay! Malditos vampiros. Eu já não tenho sido a mesma desde os últimos 120 anos. Fisicamente tudo permanece igual, nem engordar eu consigo, porém mudei meu modo de pensar. Desde que Jacob morreu, tudo vem mudando. Renesmee virou uma rebelde sem alma, Edward mal fala com o resto da família, e eu não sinto mais nada por ele. Entre nós existe um vazio enorme.

- Bella? – escuto a voz de Alice, aquela pequena anã que sempre conseguiu me suportar e me fazer não abandonar Edward há 50 anos.

- Sim. – continuo olhando para o nada, acho que estou assim há tanto tempo que eu não devo ter notado.

- Você está bem? Quer sair para comprar algo?

- Não, pode ir sem mim. – sorrio tornando meu rosto para suas faces preocupadas. – Estou cansada, acho que vou ler.

- Tudo bem. – ela sai e eu pego a merda do “Morro dos Ventos Uivantes” depois de 120 anos esse livro passa a ser cansativo e repetitivo. Vingança, vingança, amorés frustrados, vingança. Edward me fez jurar nunca comprar livros novos. Ele diz que são muito “ridículos, fúteis e sem conteúdo”, então eu deveria ocupar minha mente com livros mais antigos. Leia-se: Morro dos Ventos Uivantes. Será que alguém pode odiar tanto um livro? Toda a minha vida tem girado em torno daquele vampiro purpurinado e egocêntrico por vários anos. Tudo que eu tenho feito foi por ele, influenciada por ele, pensando nele. Edward, Edward, Edward.

Isso até hoje. Finalmente terei a minha liberdade depois que eu concluir meu desejo. Ninguém vai me chamar de cordeiro estúpido, ou dizer que deixou o coração comigo, ou muito menos vão me lembrar dos momentos vividos nas ilhas brasileiras. Tudo isso será passado. Tudo isso não passará de um pesadelo com marcas. Eu só preciso arrumar uma maneira. Preciso me vingar. Preciso destruir um imortal.

Preciso matá-lo...

quarta-feira, junho 30, 2010

Papel Higiênico

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Eu estava ajudando minha amiga a criar o nome para um blog quando tive essa ideia de postagem. Inicialmente, achei que não ia dar em nada, ainda mais que eu não tinha uma ideia totalmente formada. Mas quem disse que para escrever deve-se ter tudo pronto? O texto deve fluir assim como as ideias fluem, sem controle, sem ordem. Por isso estou aqui, comecei a escrever isso e não sei no que vai dar, só espero que no final, eu consigo chegar à algum lugar.

Papel Higiênico.

Provavelmente essa é a invenção mais útil e simples do homem. O que seria da sociedade sem o ‘Papel Higiênico’? Todos precisamos de Papel Higiênico na vida, afinal, alguém tem de limpar a sujeira que deixamos pelo caminho.

Convenhamos que as melhores ideias que o ser humano já teve, veio durante uma ida ao banheiro. Nesses momentos, você é capaz de refletir sobre seu dia, sua vida, o que fará do futuro. São momentos como esses que você está só com seu eu interior (literalmente). Não há ninguém atrapalhando você. Não há ninguém COM você (isso seria nojento). Alguns autores escreveram suas primeiras grandes ideias em papel higiênico, não vou citar nomes pois são inúmeros. Tantas soluções são formadas naqueles momentos de alta reflexão, quando você pede perdão por seus pecados, quando você se vê como alguém que sofre, que vive, que respira. O Papel Higiênico está presente em todos os momentos da nossa vida. Seja em qualquer hora, seja em qualquer época.

Há também os “Amigos Papel Higiênico”, aqueles que limpam as merdas que fazemos na vida. Nunca sabemos quem são nosso amigos até os momentos em que precisamos de um Papel Higiênico. Haverão aqueles que vão fugir, e haverão aqueles que vão ficar ao seu lado, não importa o que você tenha feito. Basta um erro e todo mundo se afasta. O Amigo Papel Higiênico permanece ali, ao seu lado, com você, pronto para te ajudar a superar toda aquela cagada e limpar tudo para o passado. Vivemos esperando por alguém que nos entenda, que nos faça feliz, que não nos julgue e que não nos reprima.

Papel Higiênico. Algo tão útil e que subestimamos tanto. Apenas um pouco para apagar as marcas do passado, apenas um pouco para viver melhor. Existem papéis higiênicos de todos os tipo, depende da situação que usamos e do local onde são encontrados. Os macios não machucam, são perfumados e mascaram a dor. Os ralos, incomodam, ferem, deixam vermelho, demonstram que passaram por ali. Que tipo você precisa agora?! Esquecer ou lembrar?

Quero desejar-te vários papéis higiênicos para sua vida. Mas que não precise deles tanto quanto eu preciso sempre. Quero desejar-te vários amores perfeitos, vários momentos de alegrias imensuráveis, várias mancadas e várias voltas por cima. A vida é feita de erros, e para todo erro precisamos do Papel Higiênico, é graças a ele que voltamos com a cabeça erguida e sem lembrar dos erros passados.

quarta-feira, maio 05, 2010

Fim. Ou um novo começo?

À direita, uma bomba explodiu. Caos. Uma fumaça negra dominou o local. Ficou inviável de respirar. Mais luzes. O barulho do carro de bombeiros soava à esquerda. Corpos por todos os lados. Mais caos. Pessoas rezando em diversas línguas, para todos os santos e deuses que suas religiões permitem. “É o fim do mundo”, algumas pessoas corriam e gritavam. Por todos os lados, era isso que se passava pela cabeça das pessoas. É o fim do mundo.

O mar estava agitado, assim como os céus. Chovia muito, uma chuva com vento e raios. As fortes ondas marcavam um caminho de destruição próximo a costa, derrubavam e arrastavam tudo que estivesse no seu caminho. Nada se mantinha parada. Pelo menos, quase nada. O mundo todo estava um caos. Pessoas pedindo que tudo acabasse logo, mas temiam o fim. Não havia o que fazer. Era o apocalipse.

Longe de tudo isso, no único local do planeta em que tudo estava calmo, ela dormia. No meio do Himalaia, a cidade perdida, que só existe no sonho dos viajantes erguia-se para protege-la. Em Shangri-La, há 12 anos, nascia a salvação do mundo, a única que podia mudar aquela situação de caos interminável. Hoje, ela despertava paara mudar os tempos.

Seu destino fora traçado antes mesmo de nascer. Tudo estava planejado, se algo desse errado… Não! Nada poderia dar errado. Não haverá uma segunda chance, muito menos um dia seguinte. Victorie precisava salvar a humanidade. Seu nome era forte, mas isso pouco importava naquele momento.

Então, subitamente, Victorie despertou. Com 12 anos, ela já sabia o que precisava fazer, não podia ficar ali parada para sempre, logo aquele lugar virará ruínas, junto com o resto do mundo. Ela pegou a bolsa com tudo que iria precisar e partiu. Foi em busca da esperança.

O mundo dependia dela.

E ela dependia do mundo.

sexta-feira, abril 02, 2010

A curta vida de um neurônio escrivão

Para minha amiga Patrícia,

quem teve a única ideia de explicar os neurônios escrivães.

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Você, mero mortal que não faz ideia do que seja um neurônio escrivão deve estar se perguntando: Que merda é essa? Bom, caro amigo, neurônios escrivães são pessoinhas que vivem em nossos cérebros e passam o dia anotando toda e qualquer informação que seja necessária e passe pelo cérebro, dessa forma, impedindo que você esqueça das coisas. Quando o fenômeno do “deu branco”, “síndrome de Dori” ou o popular “esqueci!” acontece, se deve ao desgaste desses neurônios que decidiram tirar férias. Hoje nós entenderemos como é a vida e a morte desses neurônio.

Nosso simpático neurônio chama-se Godofredo e ele nos mostrará como tudo acontece dentro do centro escrivão.

Tudo começa com milhares de impulsos.  Quando esses impulsos chegam ao centro escrivão, as informações são divididas pelos neurônios. Os neurônios tem a responsabilidade de classificar as informações por grau de importância. As mais importantes são encaminhadas para o Controle, a zona da chamada memória fixa, ou seja, tudo aquilo que você não vai esquecer tão cedo. Um trauma de infância, por exemplo, fica armazenado lá, assim como seu nome, nome dos seus pais (ou não), o telefone do vizinho(a) bonitão(ona), entre outras coisas. As informações inúteis são arremessadas na Zona Negra, uma área obscura, macabra, negra, estranha e feia do cérebro. Normalmente é lá que é jogado o msn daquele garoto(a) estranho(a) que você conheceu, a aula de matemática,  aquele número de telefone que sua mãe mandou decorar, a lista de compras, coisas como arrumar o quarto, sair de casa, comprar babata, etc. As demais informações ficam engavetadas na sala do chefe. Um cara realmente do mal, que obriga os neurônios a não mandarem informações para ele, ou seja, só tem duas classificações: URGENTE ou INÚTIL. Os pobres neurônios tem uma vida muito oprimida.

Comida – Banheiro – Transmissão de Calor – 2πR – Sono – Casa – Geometria – Fome – Intervalo – Diretoria – Correr – Castigo – Cnidários – Comida – Revista – Casa – TV – Bob Esponja – Banho – Deitar – Sair – Não sair – Ficar – Ligar – Negar – Dormir – Acordar – Jantar – Banho – Dormir – Fim. Essas foram as informações anotadas e repassadas para o Controle por Godofredo. Devemos reconhecer, que como neurônio escrivão em treinamento, ele ainda não sabe dividir o que é importante do que não é, então todas as informações que passaram reto, foram jogadas na Zona Negra.

Quando algo dá errado e uma informação importante é jogada na Zona Negra e precisa-se dela posteriormente, o centro escrivão entra em delírio. Todos, eu disse TODOS os neurônios escrivães se movem para a zona negra e passam a procurar a informação incansavelmente. Eles só saem dali depois de encontrarem a informação. Se ocorrer um fracasso na operação, muito neurônio se matam (como é o caso de Godofredo – o responsável pela informação que foi perdida), e outros decidem sair de férias, se mandar para a medula e viver a vida sobre as ondas de impulsos involuntários.

É por esse razão que ao esquecermos de uma informação, se fizemos muito esforço para lembrá-la, gastando mais de 5 minutos, começamos a esquecemos de outras informações importantes, os neurônios passam a se dedicar somente aquilo e esquecem as demais informações, gerando uma sobrecarna no cérebro, que ocasiona a dor de cabeça.

Infelizmente, não há como reviver um neurônio escrivão. O máximo que pode ser feito é multiplicar os que já existem, o que é fácil. A resposta para a reprodução de um neurônio escrivão é o ócio, a preguiça, o popular “deixar o cérebro em casa”. Esse exercício mental deixa os neurônios mais capacitados, pois permite que eles tirem férias temporárias. Quando tudo voltar ao normal, eles estarão descançados e fortificados e tudo acaba feliz. ÊÊÊÊÊ :)

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