Eu me sento e espero pelo entardecer. São momentos como esse em que vemos como é bela a vida. Em que outra hora veríamos o céu laranja? Durante o amanhecer, ele está vermelho, é quando o céu mostra as marcas da noite. Ao entardecer ele se arrepende pelos erros cometidos no dia. Agora está escurecendo, porém ainda é claro, posso ver os últimos raios de sol no horizonte. A noite está chegando, e o dia vai partindo. Porém, ao entardecer, eles param para conversar. Dois opostos convivendo em perfeita união. O entardecer é a hora mágica, é a hora em que renovamos a nossa esperança: por mais escuro que esteja, o sol há de nascer e iluminar meus caminhos, por isso, posso continuar.

Isabella Quaranta

sexta-feira, agosto 20, 2010

Vingança eterna

Nota de início: essa é uma obra inacabada, não espere ter um final. Talvez eu continue, talvez não. Saiba que isso não é fan-text.

Eu estava decidida a fazer aquilo. Já era inevitável que depois de tanto tempo a relação fosse esfriar (literalmente). Eu tentei me separar outras vezes, mas ele nunca me deixava sair livre. Sempre com aquela história de eternamente, você prometeu, e blábláblá. As mordidas até que eram legais no início, mas depois começaram a ficar cansativas. Eu já não podia suportar. Todos os namorados da minha filha me pareciam sensuais, perigosos e atraentes.

Por que eu não podia ter me casado com alguém mais selvagem, perigoso, que pudesse morrer? Não, eu tinha que escolher o vegetariano que vira a atração principal da parada gay! Malditos vampiros. Eu já não tenho sido a mesma desde os últimos 120 anos. Fisicamente tudo permanece igual, nem engordar eu consigo, porém mudei meu modo de pensar. Desde que Jacob morreu, tudo vem mudando. Renesmee virou uma rebelde sem alma, Edward mal fala com o resto da família, e eu não sinto mais nada por ele. Entre nós existe um vazio enorme.

- Bella? – escuto a voz de Alice, aquela pequena anã que sempre conseguiu me suportar e me fazer não abandonar Edward há 50 anos.

- Sim. – continuo olhando para o nada, acho que estou assim há tanto tempo que eu não devo ter notado.

- Você está bem? Quer sair para comprar algo?

- Não, pode ir sem mim. – sorrio tornando meu rosto para suas faces preocupadas. – Estou cansada, acho que vou ler.

- Tudo bem. – ela sai e eu pego a merda do “Morro dos Ventos Uivantes” depois de 120 anos esse livro passa a ser cansativo e repetitivo. Vingança, vingança, amorés frustrados, vingança. Edward me fez jurar nunca comprar livros novos. Ele diz que são muito “ridículos, fúteis e sem conteúdo”, então eu deveria ocupar minha mente com livros mais antigos. Leia-se: Morro dos Ventos Uivantes. Será que alguém pode odiar tanto um livro? Toda a minha vida tem girado em torno daquele vampiro purpurinado e egocêntrico por vários anos. Tudo que eu tenho feito foi por ele, influenciada por ele, pensando nele. Edward, Edward, Edward.

Isso até hoje. Finalmente terei a minha liberdade depois que eu concluir meu desejo. Ninguém vai me chamar de cordeiro estúpido, ou dizer que deixou o coração comigo, ou muito menos vão me lembrar dos momentos vividos nas ilhas brasileiras. Tudo isso será passado. Tudo isso não passará de um pesadelo com marcas. Eu só preciso arrumar uma maneira. Preciso me vingar. Preciso destruir um imortal.

Preciso matá-lo...

Um comentário:

M. Bortoletti disse...

haha, eu gostei disso! :D

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