Eu me sento e espero pelo entardecer. São momentos como esse em que vemos como é bela a vida. Em que outra hora veríamos o céu laranja? Durante o amanhecer, ele está vermelho, é quando o céu mostra as marcas da noite. Ao entardecer ele se arrepende pelos erros cometidos no dia. Agora está escurecendo, porém ainda é claro, posso ver os últimos raios de sol no horizonte. A noite está chegando, e o dia vai partindo. Porém, ao entardecer, eles param para conversar. Dois opostos convivendo em perfeita união. O entardecer é a hora mágica, é a hora em que renovamos a nossa esperança: por mais escuro que esteja, o sol há de nascer e iluminar meus caminhos, por isso, posso continuar.

Isabella Quaranta

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quarta-feira, janeiro 26, 2011

Commedia Dell’Arte

Representamos nosso papel no teatro da vida, vestimos as máscaras que nos cabem, atuamos como senhores de nossas decisões. Sem ensaios, sem segunda chance de brilhar, devemos obedecer ao roteiro; e deixar a peça acontecer.

Primeiro ato, os atores são apresentados. Pierrô, o triste e sonhador apaixonado. Arlequim, o risonho e beijoqueiro. Os atos e a aparência cativam a platéia, que toma uma posição entre os dois apaixonados por Colombina. Inconscientemente, os atores vivem um paradoxo interno. Agem de acordo com seus personagens, sem saber ao certo como se sentem. Da mesma forma que Maquiavel já dizia “Todos vêem o que pareces ser, mas poucos realmente sentem o que és”, a platéia estava alheia dos atores, não me refiro aos personagens, e sim a quem eles são.

Logo no segundo ato, o triste Pierrô se torna um alegre Arlequim. Não há opção. O show deve continuar. Um sonho de Pierrô não é forte contra o beijo do Arlequim. Veste-se uma máscara de alegria. Esconde-se a dor, a fraqueza; os fortes dominam, os fracos abaixam a cabeça. Enquanto o Arlequim se mantém feliz, altivo, risonho, dentro de si uma guerra se trava. Sua dor por, talvez, perder Colombina, contra sua personalidade forte e otimista.

Cultivamos uma cultura da imagem, o externo, sem nos importarmos muito com o conteúdo, a essência. Sorrisos, lágrimas, abraços, palavras, armas de boa convivência. Perdemos nosso ser para cultivar uma imagem idealizada. O bonito, o gordo, a magra, a feia, palavras soltas que tentam descrever o exterior. Pois o interior não é descrito com palavras, mas com atos. Nem tudo é o que parece ser imagens enganam até mesmo ao mais apurado olhar.

Antes sermos julgados por sermos quem somos, do que sermos por sermos alguém o qual idealizamos ser. Nas palavras de Chaplin, “a vida é como uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.

- Isabella Quaranta.

Minha redação do colégio em 24.01.11

(publicada com atraso.)

terça-feira, junho 29, 2010

Novas Fotos – À Espera do Entardecer e Insanes Manicômio

Bom, como fiquei sem internei durante dois dias, consegui arrumar tempo de fazer algumas montagens e escrever mais um pouco. Vou logo dizendo: MUDEI ALGUNS CAPÍTULOS do À Espera do Entardecer! Sim, eu vou avisar quando postar os capítulos que sofreram alteração.

Abaixo estão TODAS as fotos dos personagens de À Espera do Entardecer *todos leia-se: os que eu fiz*.  Clique nas imagens para ver em tamanho maior.

Amelie Gutenhein Demitrios Krastoff Derek Monte Gomery Enzo Cesare Fritzi Gutenhein Jason Scavanelli Jean Patrick Lasteff Kristine Bogans Luke Clanchett Michelle Satzvan Miranda Forson Nathan Holt Pablo Dominius Rebecca Laurevan Rute Marinho Zoey Barnely

 

Enquanto isso… no Insanes Manicômio:

Mirrage-OFICIAL Legend-OFICIAL Lionel-OFICIAL

Claro, ainda falta Dr. Farrell… isso é, se houver imagem dele.

sábado, abril 10, 2010

Duas Coisas Muito Úteis

Todos queremos camisas personalizadas que ninguém tem igual, certo? Certo! Mas a imaginação de alguns não é tão boa assim… E claro, tem aquelas imagens que você olha e diz: “Adoraria uma camiseta com isso!” Aqui vão algumas sujestões de camisas dadas pelo Byte Que Eu Gosto e outras que foram ideias minhas!

Clique nas imagens para ver ampliada 

PerigoVacaWoogie FlashVerso e ReversoAnimais típicos Fogo!PecandoPescando2 DarthVaderBiscoitoBang! Morreu(?)LabirintoSnape  Love Ya Danny Selvagem(ok, essa foi tara minha)

 

Para concluir, um mini-texto que achei no Byte Que Eu Gosto (again, sou louca por esse site. SUPER indico) 

1) Café é quente;
2) Café me deixa excitado;
3) Café é bom o suficiente para se usufruir todos os dias;
4) Café cheira bem;
5) Café te deixa nervoso algumas vezes;
6) Café te deixa aquecido;
7) Café muito forte ou muito fraco ainda assim é bom;

Coisas que eu gosto em você:

1) Basicamente as mesmas do café;
2) E quem sabe, talvez você também tenha um gosto bom e possa me deixar acordado a noite toda também.

sexta-feira, março 05, 2010

Entre aspas

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Então ela conclui dizendo: Abre aspas. Todos os alunos da sala a encaram, como se esperassem o que vem depois das aspas. Ela os devolve um olhar amoroso, recolhe suas coisas na mesa e parte em direção a porta. Até que um aluno a para no caminho: Professora, o que vem depois das aspas?. Ela sorri para aquele jovem, que mal sabe a beleza das palavras ainda e diz: Isso depende de você. Então continua seu caminho.
Os outros alunos, que ouviram esse curto diálogo trocam olhares de espanto. Todos se perguntavam o que vem depois das aspas. Daí começou um debate sobre o que vai acontecer.
Abre aspas. Duas palavras que podem levar a vários caminhos. O que acontecem entre esse sinal gráfico pode mudar o rumo de tudo que acontecerá no texto. É possível descobrir um novo amor, uma traição, a solução de um mistério. “Eu te amo”, “Eu te odeio”, “Eu quero ficar com você por toda eternidade”, “Ela não resistiu”. Tantos caminhos, tantas possibilidades.
No dia seguinte, quando a professora entra novamente na sala, os alunos não falam nada sobre a aula anterior. Ela coloca suas coisas no birô e pergunta a eles: O que ocorre após as aspas? Os alunos levantam as mãos, loucos para expor suas ideias. Ela calmamente escuta cada uma das opiniões, das mais diversas e únicas opiniões. Depois de muito ouvir, ela responde a curiosidade dos alunos: Ela fala “Adeus”. Todos presentes na sala olham para a professora, alguns, mais sensíveis choram, outros ficam em silêncio e se contentam em olhar para o teto. Mas todos, sem exceção, sentem o peso da escolha daquelas palavras.
Depois daquele dias, aspas nunca foram tão reveladoras e temidas pelos alunos. Todos entenderam a função daquele sinal gráfico, e mais, entenderam sua função na vida, de mudar o curso e trilhar um novo caminho.
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