Eu me sento e espero pelo entardecer. São momentos como esse em que vemos como é bela a vida. Em que outra hora veríamos o céu laranja? Durante o amanhecer, ele está vermelho, é quando o céu mostra as marcas da noite. Ao entardecer ele se arrepende pelos erros cometidos no dia. Agora está escurecendo, porém ainda é claro, posso ver os últimos raios de sol no horizonte. A noite está chegando, e o dia vai partindo. Porém, ao entardecer, eles param para conversar. Dois opostos convivendo em perfeita união. O entardecer é a hora mágica, é a hora em que renovamos a nossa esperança: por mais escuro que esteja, o sol há de nascer e iluminar meus caminhos, por isso, posso continuar.

Isabella Quaranta

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domingo, julho 10, 2011

Mas eu tenho medo de crescer

Crescer, amadurecer, tornar-se “adulto”, chame como quiser, mas esta é uma das decisões mais complicadas da vida. Imaginar que se chegou a um ponto em que o passado se tornou, literalmente, passado, e que tudo que está por vir é novo e nunca testado é apavorante. O que passou sempre estará lá, te lembrando do seu melhor e do pior, mas ele parece pequeno diante do novo mundo que se abre.

Sempre gostei mais do Ano Novo que do Natal. Na verdade, Ano Novo é minha festividade predileta, e não só por culpa do champagne e dos fogos, e sim pela ideia de poder recomeçar. Na real? Eu morro de medo dessa ideia. O momento da virada é sempre o mais angustiante, é aquele momento que não há mais volta, que tudo mudou de vez. De agora em diante, ano novo, vida nova. Imaginar sua vida toda de novo não é algo fácil, ainda mais quando vem acompanhada de mudanças decisivas. Seja na cor do cabelo, no colégio, ou talvez, uma mudança de Estado. A dúvida de como será o dia seguinte, o medo de errar e não poder corrigir, a mínima ideia de sair da zona de conforto pessoal me tira o chão.

Concluir o Ensino Médio. Caramba, como podem 3 anos de colégio serem tão decisivos na minha vida? Como tem gente que olha e diz “estou calmo”? Ter de abandonar velhos hábitos, assumir novas responsabilidades, conhecer novas pessoas. E se depois eu descobrir que não era o que eu queria? E se eu me decepcionar com a escolha e decidir largar tudo? Pela primeira vez tive uma certeza: vou arriscar.

Só há um jeito de descobrir se eu errei, se acertei, se valeu a pena: pulando de cabeça. Mas pular fundo, sem medo de se afogar, longe da borda e sem bote salva vida. Pular como nunca fiz antes. Talvez, se tudo der certo, eu seja meu próprio bote.

domingo, junho 12, 2011

Um dia por ano

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Esse não é pra ser mais um texto sobre dia dos namorados, como amar é lindo, como tudo é maravilhoso e como estou sozinha. Esse é um texto que meu coração grita para despejar em algum lugar, não deve haver coerência, não deve haver sequência lógica de fatos. Deve haver honestidade e uma eterna alegria que tenho dentro de mim.

Sabe quando você acorda e se dá conta que acaba de acontecer? Que seu mundo virou ao avesso e tudo parecer estar mais bonito. Aquele momento que você percebe que está amando? Hoje, domingo, 12 de junho, dia dos namorados, eu me senti assim. Não, eu não tenho namorado, mas não é preciso ter um para amar. Não é preciso escolher muito, é preciso sentir. Começou com um ‘oi’. Totalmente comum, sem segundas intenções. E agora, cá estou, parecendo uma boba de 12 anos que acha que a vida não podia ser mais bonita.

Sinatra, Nando Reis, Elton John. Minha trilha sonora até agora. Eu fico relembrando os momentos que passamos juntos, fico olhando pro telefone, fico torcendo que ele me ligue só pra dizer que queria estar comigo. Juro, queria ter coragem de fazer isso. Queria ter iniciativa de ligar pra ele e dizer que eu não consigo pensar em outra coisa, que tudo ao me redor me lembra seu cheiro, seu beijo, sua mão grossa na minha, sua risada alta.

O mais bizarro é que eu tinha desistido do amor, como dizem minhas amigas: eu congelei meu coração. Mas como alguém pode, tão rápido, ser uma chama e derreter esse cubo de gelo. Ontem eu me senti amada, eu me senti bonita. E não foi por culpa de um “Você é linda” sussurrado no meu ouvido. Eu sempre sonhei com aquele amor de revista, de filme, bem sonhador. Hoje, eu realmente só quero ele do meu lado. Não sei se será para a vida toda, mas pelo menos que seja como Vinícius disse, “infinito enquanto dure”.

Sei que ele não irá ler isso, mas mesmo assim, gostaria de um dia ter coragem de te dizer, que te amo.

Esse texto conseguiu resumir meu dia, minha musa, Fernanda Mello

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Sonho de um homem acordado

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O quão arriscado é dar uma passo? O simples ato de seguir adiante já é uma prova de como a humanidade vive de esperanças. Quem sairia de casa se achasse que ia morrer naquele dia? A vida seria inviável sem um pouquinho de fé.

Dos mais ricos aos mais pobres, a esperança é o alimento da alma. Começamos relacionamentos acreditando que eles vão perdurar, da mesma forma como que andamos em frente, crendo em chegar a algum lugar. Não há como ter certeza do futuro. O utópico “felizes para sempre” impulsiona nossas ações, esperamos por algo melhor, por isso, continuamos.

Segundo Aristóteles, a esperança é o sonho do homem acordado. Edgar Allan Poe diz que “a vida real do ser humano consiste em ser feliz, principalmente por estar sempre na esperança de sê-lo muito em breve”. Por maiores que sejam os pensamentos e mais pensadores reflitam, todos chegam à mesma conclusão: não é possível viver sem esperança.

Diz o ditado popular que a esperança é a última a morrer, afinal, depois que esta acaba perde-se o propósito da vida. Fica-se no vazio. Cultivá-la é tão simples, muitas vezes basta um sorriso, um olhar, um tempo para pensar sobre sua vida hoje e amanhã.

Aquele que faz por meios justos para conseguir o sucesso, que tem paciência e perseverança, um dia há de alcançar seu nirvana.

Isabella Quaranta

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Commedia Dell’Arte

Representamos nosso papel no teatro da vida, vestimos as máscaras que nos cabem, atuamos como senhores de nossas decisões. Sem ensaios, sem segunda chance de brilhar, devemos obedecer ao roteiro; e deixar a peça acontecer.

Primeiro ato, os atores são apresentados. Pierrô, o triste e sonhador apaixonado. Arlequim, o risonho e beijoqueiro. Os atos e a aparência cativam a platéia, que toma uma posição entre os dois apaixonados por Colombina. Inconscientemente, os atores vivem um paradoxo interno. Agem de acordo com seus personagens, sem saber ao certo como se sentem. Da mesma forma que Maquiavel já dizia “Todos vêem o que pareces ser, mas poucos realmente sentem o que és”, a platéia estava alheia dos atores, não me refiro aos personagens, e sim a quem eles são.

Logo no segundo ato, o triste Pierrô se torna um alegre Arlequim. Não há opção. O show deve continuar. Um sonho de Pierrô não é forte contra o beijo do Arlequim. Veste-se uma máscara de alegria. Esconde-se a dor, a fraqueza; os fortes dominam, os fracos abaixam a cabeça. Enquanto o Arlequim se mantém feliz, altivo, risonho, dentro de si uma guerra se trava. Sua dor por, talvez, perder Colombina, contra sua personalidade forte e otimista.

Cultivamos uma cultura da imagem, o externo, sem nos importarmos muito com o conteúdo, a essência. Sorrisos, lágrimas, abraços, palavras, armas de boa convivência. Perdemos nosso ser para cultivar uma imagem idealizada. O bonito, o gordo, a magra, a feia, palavras soltas que tentam descrever o exterior. Pois o interior não é descrito com palavras, mas com atos. Nem tudo é o que parece ser imagens enganam até mesmo ao mais apurado olhar.

Antes sermos julgados por sermos quem somos, do que sermos por sermos alguém o qual idealizamos ser. Nas palavras de Chaplin, “a vida é como uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.

- Isabella Quaranta.

Minha redação do colégio em 24.01.11

(publicada com atraso.)

sábado, dezembro 25, 2010

Wish List



Querido Papai Noel,

Nesse Natal quero fugir. Quero fugir dos problemas, dos temores, das mentiras, do sofrimento. Quero fugir de tudo que me faz mal. Quero fugir das brigas e dos desentendimentos.

Nesse Natal quero morrer. Quero morrer de amor. Quero morrer de alegria. Quero morrer de felicidade por está com todas as pessoas que amo.

Nesse Natal quero viver. Quer viver tudo que não vivi de agora em diante. Quero viver com um fogo que me faça ser melhor.

Nesse Natal quero comprar. Quero comprar a paz no mundo. Preciso saber onde estão negociando, preciso fazer isso antes que seja tarde demais.

Nesse Natal quero alguém. Alguém que seja especial para mim. Alguém para amar e que confie todos os meus segredos. Alguém que saiba como estou com apenas um olhar.

Nesse Natal quero meus amigos. Meus amigos mais próximos que estão tão distantes. Quero meus amigos junto de mim, nem que seja no meu coração. Quero pensar neles e saber que estão pensando em mim. Quero que eles sejam felizes.

Nesse Natal quero tudo. Tudo de bom e de melhor para todas as pessoas. Tudo que possa fazer do mundo um lugar melhor. Tudo que faça outra pessoa sorrir.


Querido Papai Noel,

Se eu não puder ter, pelo menos, 3 desejos atendidos, que o próximo Natal seja melhor que esse. Vou continuar insistindo nisso. Não posso desistir. Posso ser só uma, mas acho que falo por todos.

Grata,
Esperança.

domingo, outubro 17, 2010

369 dias

Então gente bonita que lê esse blog! Tudo de boa com vocês? Hoje fazem 369 dias que o blog existe! Vocês sabem o que isso quer dizer? UM ANO FAZENDO A MESMA COISA.

Eu nunca imaginei conseguir um ano de blog, jurava desistir antes, mas estamos aqui, firmes e fortes. Eu queria realmente agradecer à todos vocês que ajudaram a fazer isso e blablabla. Se um dia eu publicar isso como livro (coff coff) eu coloco vocês na dedicatória! kkkkkk

Mas hoje não é para Jean Patrick e Rebecca que estamos direcionando o post. Vamos resolver algumas coisas pendentes. O terceiro capítulo de Uma Canção Sem Luar já está aqui para vocês e eu espero que esteja agradando a todos. Principalmente a Patrícia, minha amiga dona desse presente.

Paty, até o final do ano eu termino. Gente, olhem pelo lado bom, só faltam mais três capítulos.

Uma Canção sem luarA tática de sempre, clica na imagem para ler. Se não der certo, clique aqui.

P.S.: Acabaram minhas provas, vou tentar acelerar algumas coisas pra vocês.

terça-feira, setembro 07, 2010

Outro presente em forma de texto

WAZAAAAA GUYS! Bom, aqui tem outro presente para uma amiga minha em forma de fanfic. Era para ser postada no FanFic Obsession, mas por algum motivo desconhecido, isso ainda não aconteceu. Eu não sou exatamente uma pessoa paciente, então aqui está para vocês o primeiro e o segundo capítulo.

Prometo acelerar o processo do terceiro capítulo; o capítulo 14 do À espera do Entardecer já já estará sendo postado. Mil perdões pela demora.

Uma canção sem luar O nome é brega, mas vocês são legais e ignoram.

Basta clicar na imagem para ir para a fic.

quarta-feira, junho 30, 2010

Papel Higiênico

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Eu estava ajudando minha amiga a criar o nome para um blog quando tive essa ideia de postagem. Inicialmente, achei que não ia dar em nada, ainda mais que eu não tinha uma ideia totalmente formada. Mas quem disse que para escrever deve-se ter tudo pronto? O texto deve fluir assim como as ideias fluem, sem controle, sem ordem. Por isso estou aqui, comecei a escrever isso e não sei no que vai dar, só espero que no final, eu consigo chegar à algum lugar.

Papel Higiênico.

Provavelmente essa é a invenção mais útil e simples do homem. O que seria da sociedade sem o ‘Papel Higiênico’? Todos precisamos de Papel Higiênico na vida, afinal, alguém tem de limpar a sujeira que deixamos pelo caminho.

Convenhamos que as melhores ideias que o ser humano já teve, veio durante uma ida ao banheiro. Nesses momentos, você é capaz de refletir sobre seu dia, sua vida, o que fará do futuro. São momentos como esses que você está só com seu eu interior (literalmente). Não há ninguém atrapalhando você. Não há ninguém COM você (isso seria nojento). Alguns autores escreveram suas primeiras grandes ideias em papel higiênico, não vou citar nomes pois são inúmeros. Tantas soluções são formadas naqueles momentos de alta reflexão, quando você pede perdão por seus pecados, quando você se vê como alguém que sofre, que vive, que respira. O Papel Higiênico está presente em todos os momentos da nossa vida. Seja em qualquer hora, seja em qualquer época.

Há também os “Amigos Papel Higiênico”, aqueles que limpam as merdas que fazemos na vida. Nunca sabemos quem são nosso amigos até os momentos em que precisamos de um Papel Higiênico. Haverão aqueles que vão fugir, e haverão aqueles que vão ficar ao seu lado, não importa o que você tenha feito. Basta um erro e todo mundo se afasta. O Amigo Papel Higiênico permanece ali, ao seu lado, com você, pronto para te ajudar a superar toda aquela cagada e limpar tudo para o passado. Vivemos esperando por alguém que nos entenda, que nos faça feliz, que não nos julgue e que não nos reprima.

Papel Higiênico. Algo tão útil e que subestimamos tanto. Apenas um pouco para apagar as marcas do passado, apenas um pouco para viver melhor. Existem papéis higiênicos de todos os tipo, depende da situação que usamos e do local onde são encontrados. Os macios não machucam, são perfumados e mascaram a dor. Os ralos, incomodam, ferem, deixam vermelho, demonstram que passaram por ali. Que tipo você precisa agora?! Esquecer ou lembrar?

Quero desejar-te vários papéis higiênicos para sua vida. Mas que não precise deles tanto quanto eu preciso sempre. Quero desejar-te vários amores perfeitos, vários momentos de alegrias imensuráveis, várias mancadas e várias voltas por cima. A vida é feita de erros, e para todo erro precisamos do Papel Higiênico, é graças a ele que voltamos com a cabeça erguida e sem lembrar dos erros passados.

segunda-feira, junho 07, 2010

Vick & Nick

Agora vem a explicação da minha ausência durante esse tempo todo: ESSA FIC!

Cara, eu levei um século pensando, bolando, escrevendo, detalhando, revendo. E pode ter certeza, deve ainda haver erros.

Como pra postar aqui no blog não ia ficar muito bom, eu postei em outro canto. Claro que o link eu coloco aqui. Clique na imagem para ler a fic.

Vick, amor meu, está aí seu presentinho de aniversário, por milagre em dia! Grandes e enormes beijinhos pra thu. Love ya.

Vick & Nick

quarta-feira, maio 05, 2010

Fim. Ou um novo começo?

À direita, uma bomba explodiu. Caos. Uma fumaça negra dominou o local. Ficou inviável de respirar. Mais luzes. O barulho do carro de bombeiros soava à esquerda. Corpos por todos os lados. Mais caos. Pessoas rezando em diversas línguas, para todos os santos e deuses que suas religiões permitem. “É o fim do mundo”, algumas pessoas corriam e gritavam. Por todos os lados, era isso que se passava pela cabeça das pessoas. É o fim do mundo.

O mar estava agitado, assim como os céus. Chovia muito, uma chuva com vento e raios. As fortes ondas marcavam um caminho de destruição próximo a costa, derrubavam e arrastavam tudo que estivesse no seu caminho. Nada se mantinha parada. Pelo menos, quase nada. O mundo todo estava um caos. Pessoas pedindo que tudo acabasse logo, mas temiam o fim. Não havia o que fazer. Era o apocalipse.

Longe de tudo isso, no único local do planeta em que tudo estava calmo, ela dormia. No meio do Himalaia, a cidade perdida, que só existe no sonho dos viajantes erguia-se para protege-la. Em Shangri-La, há 12 anos, nascia a salvação do mundo, a única que podia mudar aquela situação de caos interminável. Hoje, ela despertava paara mudar os tempos.

Seu destino fora traçado antes mesmo de nascer. Tudo estava planejado, se algo desse errado… Não! Nada poderia dar errado. Não haverá uma segunda chance, muito menos um dia seguinte. Victorie precisava salvar a humanidade. Seu nome era forte, mas isso pouco importava naquele momento.

Então, subitamente, Victorie despertou. Com 12 anos, ela já sabia o que precisava fazer, não podia ficar ali parada para sempre, logo aquele lugar virará ruínas, junto com o resto do mundo. Ela pegou a bolsa com tudo que iria precisar e partiu. Foi em busca da esperança.

O mundo dependia dela.

E ela dependia do mundo.

quarta-feira, abril 21, 2010

Borboletas

Porque estamos sempre querendo nos adaptar ao gosto dos outros? É meio que uma busca constante.
Acontece principalmente entre os jovens, aquela questão de ser aceito pelo grupo, fazer ele(a) gostar de mim, não pelo que eu sou, mas pelo que eu posso ser.
Sinceramente isso não faz sentido algum, porque sentimos tanto a necessidade de agradar ao outro? Quer dizer, porque pensamos que ninguém vai gostar do que somos de verdade? Talvez seja pelo medo de não ser aceito, de ser julgado "diferente" por todos os outros. Talvez.
Temos tanto medo de ser diferentes, mas ser diferente supostamente é uma coisa tão boa, se diferenciar dos outros "iguais", ser você mesmo.
Tem gente que não se aceita e esconde seu verdadeiro modo de ser, e por esse motivo acaba vivendo ás sombras do que os outros esperam dele(a).
Vamos pensar, o que seria do mundo se todos fossem perfeitos? Se todos tivessem os cabelos loiros e os olhos azuis que tantos julgam perfeitos? Se ninguém nunca cometesse uma gafe ou coisa do gênero? Se fosse um mundo completamente perfeito, no sentido literal da palavra? Ia ser chato, ia ser entediante, apenas pelo fato de ser... perfeito demais. É algo a se pensar.
Acho que você já ouviu a frase "Não prenda as borboletas, cuide do seu jardim que assim elas aparecerão" É bem por aí mesmo, você não tem que só cuidar dos outros, mas sim, de você, assim os outros aparecerão, e poderão ver a maravilhosa pessoa que você é.
Você tem que parar de procurar alguém perfeito para você, porque algum dia vai aparecer, não quem você estava procurando, mas quem estava a sua procura.

sexta-feira, abril 02, 2010

Como um só



Olá, meu nome é Adriana e a Bella me convidou para postar aqui no blog com ela e enfim, cá estou eu, espero que gostem da minha história, eu particularmente gosto bastante dessa:


"A menina corria pelo jardim molhada da cabeça aos pés, a capa de chuva que tinha comprado era uma fraude. Mas era o primeiro treino de Erik e ela prometeu que estaria lá assistindo. Com a visão turva pela chuva esbarrou em alguém e só se deu conta do ocorrido quando já estava no chão. O rapaz alto e magro que tinha derrubado a menina, ao ouvir uma exclamação feminina já se pôs a ajudá-la de prontidão mostrando-se um cavalheiro.
A pôs de pé e quando pode reconhecê-la soltou um grunhido e disse com a voz cheia de arrogância :
-Ah, é você.
Quando o viu deu um jeito de se soltar e continuou seu caminho ignorando qualquer interrupção do menino.
-O que faz aqui fora com uma chuva dessa? - ele perguntou acompanhando-a - Não é nada pessoal, só acho que ninguém merece isso.
-Não que seja da sua conta - ela respondeu - Mas vou ver o treino de Erik.
-O treino de futebol? Foi cancelado devido a chuva. - ele disse como se fosse algo óbvio, e na verdade era.
Ela suspirou e deu meia volta. Antes de poder dar um passo ele adiantou-se e a pegou no colo. Quando ela fez simples menção de reclamar ele disse:
-Não quero me atrasar mais por sua causa. Estou com frio e quero chegar quanto antes ao prédio.
Ela se conformou e ficou quieta enquanto ele a carregava até o prédio cinzento a frente, mesmo sendo magrelo como ele só, dava para ver que ele era bem mais forte que ela, pois a carregava com uma facilidade incrível.
Já dentro do prédio ele a largou e seguiu seu caminho, ela observou-o se afastar e resolveu ir até seu dormitório.

No dia seguinte logo pela manhã, a menina recebeu um bilhete que dizia: "Senhorita Elena McWright, por favor se dirija a minha sala o mais rápido possível. Diretor".
Ela se dirigiu a sala do diretor e encontrou Thomas Griffin lá. O menino que tinha carregado-a na noite anterior.
Ele a fitou com seus olhos azuis e ela se perdeu na imensidão dos mesmos até o diretor os interromper:
-Vocês estão aqui apenas por um motivo, farão a ronda das 22hrs juntos. Como são monitores está na hora de começarem a cumprir seu dever.
-Mas senhor... - Thomas começou
-Não quero reclamações Griffin, eu decidi isso e assim será. Comecem hoje.

Naquela noite ela o encontrou no corredor e resolveu assustá-lo. Se aproximou dele e soltou o tão famoso "buu" que apenas o fez revirar os olhos e dizer:
-Tem como você ser menos criança?
Aquilo doeu.
Ficaram alguns minutos em silêncio até ouvirem um barulho dentro de uma sala próxima ao local em que eles se encontravam. Thomas a puxou para dentro da sala e disse:
- Quem está aí? Somos monitores, saia agora!
O diretor saiu das sombras um tanto irritado:
-O trabalho de vocês é vigiar os corredores, não as salas de aula.
-Desculpe senhor, só estávamos checando - Thomas disse tentando parecer arrependido
-Que não aconteça de novo - ele disse, e saiu.
-Não sei porque ele ficou tão irritado, só estávamos checando, não foi nada de mais... - Thomas começou a falar e nem reparou que Elena tinha se sentado perto a janela fria e estava chorando. Lágrimas, estas que ele havia causado.

-O que foi? - perguntou atordoado.

-Não entendo o que passa em sua mente, muito menos em seu coração. - ela disse com lágrimas descendo pelas bochechas avermelhadas.
-E desde quando isso é um problema? - ele perguntou.
-O fato de não saber o que você sente por mim é sim, um problema. - respondeu ela.
-Talvez isso responda sua pergunta - ele disse e a puxou para si. Selaram seus lábios e assim ficaram por um bom tempo. A janela abriu-se e a chuva foi levada pelo vento em direção a eles, mas eles nem se deram conta disso, o calor de seus corações os deixavam aquecidos enquanto eles eram como um só."

segunda-feira, março 22, 2010

Faz um V e vem pra cá!

clip_image002Era uma vez um vampiro sanguinário... Realmente, ERA uma vez. Hoje nós temos uma nova perspectiva sobre os vampiros: de assassinos bebedores de sangue a leões domesticados.

E no princípio era ROCK! Tudo começou com Bram Stoker e seu Conde Drácula. Aquilo sim que era vampiro: garanhão, sanguinário, com presas afiadas, enfim, totalmente ameaçador. Ah, Lestat... Esse também não ficava muito atrás, um vampiro em uma banda de rock, quer coisa melhor e mais perigosa? Mas como tudo que é bom dura pouco, os anos foram se passando e o que era bom foi se acabando. No mundo vampiro do século atual, sangue humano é T.A.B.U., alguns vampiros aderiram à moda da abstinência de sangue. Para evitar ser conhecido como “sanguessuga sem alma”, vale tudo: beber sangue de vaca, cachorro, sintético, papagaio, de outro vampiro, leão, urso, o que vier sendo vermelho e plasmático, está no lucro!

A “raça” que um dia foi repelida, marginalizada, tratada como vilões, roqueiros loucos e sem coração, agora não saí da mídia, para onde olhamos vemos vampiros, vampiros, vampiros e fampiros (fan + vampiros). Não que eu não goste de vampiros, posso dizer que sou fã desde que me entendo por gente, só sou contra essa “hollywoodizada” que os vampiros sofreram.

Que saudade dá época em que vampiro era tri-sexual: homem, mulher ou animal, o que tiver no caminho eles traçavam. Vejam que interessante, agora temos vampiros com voto de castidade. Foi-se a época que vampiros não podiam ter filhos, agora, por mais que o tempo passe o esperma fica lá: firme, forte e vampiresco. Claro! Afinal, sangue de vampiro é um estimulante, Viagra é passado, a moda agora é V! Sem contar que morder ficou pra trás, agora uma lua na testa e uma boa reza pra sobreviver à transformação e pronto és um vampiro.

O Sol! Ah, o sol, aquela grande estrela que costumava tostar os vampiros... Onde ficaram os vampiros que só saem à noite? Ficaram com medo do escuro? Poucos são os vampiros arcaicos que só saem para caçar à noite, os mais evoluídos saem de dia e mantém uma vida humana tranquila. Basta ter um anel com uma pedra mágica ou não se importar de parecer uma alegoria de escola de samba, tudo ficou muito simples. Bom mesmo era o tempo de Lestat, que você tinha de beber um sangue de um vampiro lendário ou o de Drácula, que era clausura até o anoitecer. Pena que não se fazem mais vampiros como aqueles.

Se no presente já é assim, no futuro podemos esperar vampiros capazes de se tele-transportar (não confunda com correr muito rápido), com lasers nos olhos ou com um planeta próprio, para chamarem de Vampireville.

"Oh! Que saudades eu tenho
Da aurora de minha vida
Dos os anos não voltam mais!"

(ABREU, Casimiro de. Meus Oito Anos – Adaptado)

 

Por Isabella Quaranta – desde pequena fã de vampiros

terça-feira, março 16, 2010

A abelha – um relato verídico

Por volta de 18 horas, Isabella estava usando calmamente seu computador, meio que sem ter o que fazer (mesmo sabendo que tem prova de física e espanhol no dia seguinte). Tudo parecia muito calmo, até mesmo a internet estava muito mais monótona que o normal. Algo estava estranho, e Isabella podia sentir isso. Você meio que sabe quando vai ser atacada por um bicho de mutação genética avançada. I
Isabella parou de digitar e segurou o folego por alguns minutos. Lentamente ela se virou de costas e reparou, junto ao vidro da luminária no teto do quarto, que o barulho vinha dali, de um inseto gigante e mudado geneticamente.
Ela sai correndo pela casa gritando, em busca de salvar sua própria vida. Avisa a seus familiares que um inseto mutante tomou conta de seu quarto e não vai sair dali enquanto não o levarmos a nave mãe. Anna, a mãe de Isabella, corajosamente se arma com um spray contendo veneno e parte para enfrentar uma batalha da qual ela não sabe se voltará.
Depois de um minuto uma hora de guerra, sangue e zunidos de insetos, Anna volta para sua filha e diz: Agora é só esperar a abelha morrer. Sua cara de total despreocupação deixaria até mesmo Rambo chocado. Isabella pergunta a sua mãe se tudo correu bem, ela (a mãe) responde com a mesma confiança mostrada antes: Claro, era só um pouco de Baygon e já foi tudo resolvido.
Mas Isabella não confia nisso, ela pede para a mãe voltar ao quarto e se assegurar que tudo está bem e é seguro voltar para seu quarto. Então Anna volta e grita do quarto: TÁ TUDO LIMPO, PODE VIR. Isabella, vai até lá , sua mãe a mostra as marcas da guerra – uma abelha no chão, perto do banheiro.
Isabella olha para sua mãe e a agradece. Esta olha para a filha e diz: “Agora, limpe”. Isabella encara a mãe incrédula, como aquela mulher que sempre a amara tanto, que a alimentara, dera carinho, estava mandando ela fazer algo quase que impossível. Limpar, leia-se remover o corpo da abelha. Isso é uma tarefa quase impossível para Isabella, que tem nojo até de formiga… Mas ela não se abate. Pega uma pá na cozinha e faz o seu dever, mas não sem antes encarar sua mãe e dizer:
- Se eu morrer, lá, se a abelha voltar a vida e tentar se vingar da sua assassina, nunca mais falo com a senhora.
Então ela se virou e partiu em busca do corpo da Abelha mutante. Ela inclina o corpo para longe da abelha e aproxima a pá só usando uma mão. De repente, ela escuta um plaft, como se algo tivesse sido esmagado, então Isabella larga tudo no chão e começa a correr em círculos dentro de seu quarto enquanto grita: “que nojo, que nojo, que nojo”. O desespero do nojo estava estampado na cara da jovem garota.
Depois de muito brigar contra a pá, esmagar o corpo morto da abelha mutante, Isabella consegue finalmente colocar os restos dela (da abelha) na privada de dar descarga. Mas não sem antes gritar mais um pouco de “que nojo, que nojo, que nojo”.
Toda essa batalha complexa e desafiadora foi narrada ao som de Cobra Starship. No final, Isabella saiu viva e achou inspiração para uma nova postagem.

sexta-feira, março 05, 2010

Entre aspas

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Então ela conclui dizendo: Abre aspas. Todos os alunos da sala a encaram, como se esperassem o que vem depois das aspas. Ela os devolve um olhar amoroso, recolhe suas coisas na mesa e parte em direção a porta. Até que um aluno a para no caminho: Professora, o que vem depois das aspas?. Ela sorri para aquele jovem, que mal sabe a beleza das palavras ainda e diz: Isso depende de você. Então continua seu caminho.
Os outros alunos, que ouviram esse curto diálogo trocam olhares de espanto. Todos se perguntavam o que vem depois das aspas. Daí começou um debate sobre o que vai acontecer.
Abre aspas. Duas palavras que podem levar a vários caminhos. O que acontecem entre esse sinal gráfico pode mudar o rumo de tudo que acontecerá no texto. É possível descobrir um novo amor, uma traição, a solução de um mistério. “Eu te amo”, “Eu te odeio”, “Eu quero ficar com você por toda eternidade”, “Ela não resistiu”. Tantos caminhos, tantas possibilidades.
No dia seguinte, quando a professora entra novamente na sala, os alunos não falam nada sobre a aula anterior. Ela coloca suas coisas no birô e pergunta a eles: O que ocorre após as aspas? Os alunos levantam as mãos, loucos para expor suas ideias. Ela calmamente escuta cada uma das opiniões, das mais diversas e únicas opiniões. Depois de muito ouvir, ela responde a curiosidade dos alunos: Ela fala “Adeus”. Todos presentes na sala olham para a professora, alguns, mais sensíveis choram, outros ficam em silêncio e se contentam em olhar para o teto. Mas todos, sem exceção, sentem o peso da escolha daquelas palavras.
Depois daquele dias, aspas nunca foram tão reveladoras e temidas pelos alunos. Todos entenderam a função daquele sinal gráfico, e mais, entenderam sua função na vida, de mudar o curso e trilhar um novo caminho.

domingo, fevereiro 28, 2010

Uma paixão, uma brincadeira do destino

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Éramos jovens naquela época, eu tinha 10 anos e você 8. Foi numa manhã que você me beijou pela primeira vez, e prometeu que um dia nós iríamos nos casar. Eu, bobo que era, disse que já éramos casados, mas foi brincando que te disse que te amava. Foi então que você se mudou. Foi para outra cidade e perdemos o contato, mas eu nunca te esqueci e sempre te levei na memória para onde quer que eu fosse. Um dia iríamos nos reencontrar.
Mas o destino é traiçoeiro, ele tramou o nosso reencontro. E hoje estamos aqui, no altar. Eu sou o noivo, e você a madrinha. Poderia haver melhor momento para antigas paixões?
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