Eu me sento e espero pelo entardecer. São momentos como esse em que vemos como é bela a vida. Em que outra hora veríamos o céu laranja? Durante o amanhecer, ele está vermelho, é quando o céu mostra as marcas da noite. Ao entardecer ele se arrepende pelos erros cometidos no dia. Agora está escurecendo, porém ainda é claro, posso ver os últimos raios de sol no horizonte. A noite está chegando, e o dia vai partindo. Porém, ao entardecer, eles param para conversar. Dois opostos convivendo em perfeita união. O entardecer é a hora mágica, é a hora em que renovamos a nossa esperança: por mais escuro que esteja, o sol há de nascer e iluminar meus caminhos, por isso, posso continuar.

Isabella Quaranta

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Especial de Natal

Feliz Natal meus amores!

Eu tinha dito que ia fazer um especial com Rebecca e Jean Patrick. Mudei de ideia, fica essa pra outro ano. Eu vou fazer uma short song (estória curta musical). É o seguinte, o tema não tem nada haver com os méridoys, mas vai ficar fofa e mostrar o espírito natalino. A música é linda. Aviso: A música não vai ficar igual ao texto, então dêem pausa após ouvir o trecho ou sigam assim mesmo, caso tenham a música em casa, melhor ainda! :D

Aqui vai a música:

Beijos e bom natal!

Faz um dois que eu montei essa banda. Faz um ano que eu acabei com a Paola. Faz três meses que voltamos fazer shows. Tudo passa tão rápido. No exato momento estou com a banda dentro de um ônibus partindo para a nossa próxima parada, Liverpool. É o último show do mês. Eu tinha falado pra todo mundo pra não fazermos show na véspera de natal. Ninguém iria comparecer, todos querem ficar com suas famílias. Mas os caras não me ouviram e aqui estamos: na estrada.

Esse ano eu vou tocar pra ela. Paola. Sabe, ela é de Liverpool. Aposto que ela vai estar no show, com outro cara. Ela é assim, volúvel. Estávamos namorando há menos de um ano, eu ia pedi-la em casamento, ela era a mulher da minha vida. Nunca vou amar alguém como a amei. Estava tudo pronto, até os caras da banda já sabiam. Eles tentaram me avisar, eu não escutei. Achei que era brincadeira. Eles diziam: “pensa bem no que você tá fazendo”, “vai com calma”, “não vou com a cara dela”. Eu fiquei com raiva deles. Aí paramos de tocar. Eu me afastei da banda. Que erro. Foi o maior erro que cometi na minha vida.

Tudo começou em um show. Estávamos lá, em Liverpool. Era fevereiro e não tinha muito que se fazer. Era o último show na Europa dos Secret Box, depois dali, era América. O sonho de toda jovem banda no início, conquistar a América. Faça sucesso lá, e você tem o mundo aos seus pés. Eu estava animado com a viagem. Assim que chegamos a Liverpool. Eu adoro aqui. Parece que eu estou em casa, mesmo eu sendo de Londres. Fizemos o show, foi um sucesso. Estávamos indo embora, todos muito felizes, afinal, íamos conquistar a América! Foi aí que eu a vi. Parada no ponto de ônibus. Ela era linda. Ruiva, com a pele muito branca e com algumas sardas. Não pude resistir, fui até ela.

- Olá. – digo com a minha voz mais sedutora.

- Oi. – ela parece assustada.

- Não precisa ter medo, eu sou músico. Ali está a minha banda. Quantos anos você tem?

- 20.

- Quer uma carona pra casa?

- Seria ótimo. – ela sorri de forma cativante.

Então a levamos até a sua casa, por acaso, ficava no nosso caminho. Eu senti algo muito estranho naquela noite, como se todo o meu corpo estivesse suando frio e minha barriga tremesse só de ouvir sua voz, ou de não ouvi-la. Foram os vinte minutos mais felizes da minha vida. Trocamos telefone e e-mail.

Então, partimos. Passamos quatro meses na América, shows em Chigaco, Nova Iorque, Washington, Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e na Cidade do México. Foi um mês muito corrido. A única coisa que me mantinha em pé, era conversar com ela nos poucos minutos que estávamos juntos. Quando voltamos, no final de maio, eu fui até Liverpool e a pedi em namoro. Ela aceitou na hora. Desse dia em diante, eu me considerava o homem mais feliz da Terra. Os críticos musicais logo notaram a mudança nas nossas músicas. Eu compunha a maioria, então depois de conhecê-la, as músicas passaram a ser mais românticas e alegres. Muito diferente do que costumávamos tocar, era algo mais pesado. Quase um punk. Ganhamos milhões nessa nova fase. Acho que foi por isso que eu continuo compondo coisas assim.

Passou o tempo, chegou dezembro. Eu contei a banda meus planos de me casar com ela e de que eu a pediria em casamento na véspera de natal. Eles acharam tolice, disseram que era um erro, eu estava me precipitando. Eu fiquei com ódio, disse que nunca mais iria tocar com eles, que eles estavam com inveja. Tolo, eu fui um tolo.

Chegou a noite. Ficamos no meu apartamento em Londres na véspera de Natal. Só eu e ela. Estava tudo pronto: velas, Barry White tocando, vinho, e claro, o anel de noivado. Ouro puro, com uma pedra de diamante enorme em cima. Ela merecia tudo que eu podia dar de melhor. Quando ela chegou, eu senti uma sensação estranha. Muito mais forte do que na noite que nos conhecemos. Depois fui descobrir que aquilo era uma mistura de medo com felicidade. Eu tinha medo que ela me rejeitasse, mas estava animado com a possibilidade de passar o resto da minha vida com essa mulher ao meu lado. Conversamos durante um tempinho. Quando o relógio bateu dez horas, eu decidi falar com ela.

- Eu sei que é não faz muito tempo que eu te conheço, mas o que sinto por ti é algo que não posso controlar. – eu me ajoelho.

- O que você está fazendo? – ela me pergunta.

- Nesses poucos meses de convívio, eu descobri que amar não é apenas querer bem, ou querer estar sempre ao lado de alguém. Amar é algo que meche com a gente, meche com tudo dentro de nós, desde um fio de cabelo, até o dedo do pé. Naquele dia em que nos conhecemos, eu soube que você era a mulher da minha vida. Eu parei de entender a realidade, nada existia ali além de nós. Tudo que importava era você. Ouvir tua voz me fazia suar frio e minhas entranhas se embrulhavam, quando parava de falar era pior, eu sentia como se fosse morrer. O período em que estive na América, foste tu que me deu forças para continuar cantando. Para provar todo o meu amor, mesmo que não tenha de provar nada. Você quer casar comigo?

- Claro! Eu te amo tanto. – ela pula em mim e me beija.

Passamos a noite toda juntos.

No dia seguinte, quando eu acordei, ela já não estava mais lá. Achei estranho, mas imaginei que ela tinha ido para sua casa, passar o dia 25 de dezembro com a família. Então fui até a casa dela, em Liverpool. Falei com a sua mãe, que me informou que ela estava na casa da tia. Fui até lá.

Para a minha surpresa. Ela estava realmente lá, com o primo. Não ao seu lado ou algo assim, mas deitada em cima dele. Assim que me viu, ela tentou se explicar, disse que foi um mal entendido e que ela me amava. Eu, com toda a calma que nunca imaginei que teria, fui até a traidora e peguei o anel de noivado de volta. Assim que saí da casa, joguei-o no lixo. Não me importo quero esquecer tudo que passei com ela.

Os meses se passaram, um dia, reencontrei os caras da banda. Conversamos bastante e decidimos voltar a tocar juntos. Em outubro, fomos tocar em Liverpool. Estávamos no bar quando ela entrou sozinha. Nossos olhares se encontraram, ela sorriu pra mim, eu virei à cara. Ela passou a noite toda flertando comigo. Fomos embora e ela se jogou em meus braços antes que eu saísse.

- Eu te amo, e você sabe disso, aquilo foi um mal entendido!

- Me larga, eu vou embora. – me virei e saí.

Depois disso voltamos a Londres, lá eu conheci Helga. Minha namorada. Estamos muito felizes até agora. Faz três meses que estamos juntos. Agora ela está dormindo. Ela sempre nos acompanha nos shows, está sempre ao meu lado. Esse natal, eu sei que Paola vai assistir ao show. Por isso em compus uma música pra ela. Last Christmas. Chegando ao pub, nós subimos no palco, eu pego o microfone e começo.

- Essa música é para todos aqueles que já sofreram uma decepção na vida, mas mesmo assim souberam passar por cima. Afinal, tudo na vida passa, só depende de nós o que vamos tirar de bom disso.

Wait
Oh yes, merry Christmas little girl
Wait
Last year, you left me, little girl...


Last Christmas
I gave you my heart
But the very next day you gave it away
This year
To save me from tears
I'll give it to someone special


Once bitten and twice shy
I keep my distance
But you still catch my eye
Tell me baby
Do you recognize me?
Well
It's been a year
It doesn't surprise me


Last Christmas
I wrapped it up and sent it
With a note saying "I love you"
I meant it
Now I know what a fool I've been
But if you kissed me now
I know you'd fool me again


Last Christmas
I gave you my heart (Oh! yeah!)
But the very next day you gave it away (you gave it away)
This year
To save me from tears
I'll give it to someone special


A crowded room
Friends with tired eyes
I'm hiding from you
And your soul of ice
My god I thought you were
Someone to rely on Me?
I guess I was a shoulder to cry on

A face on a lover with a fire in his heart
A man under cover but you tore him apart
Now I've found a real love you'll never fool me again


Last Christmas
I gave you my heart (and twice shy)
But the very next day you gave it away (you still catch my eyes)
This year
To save me from tears (do you recognize me?)
I'll give it to someone special (it doesn't surprise me)


Last Christmas
I gave you my heart (I wrapped it up and sent it)
But the very next day you gave it away (say I love you I meant it)
This year
To save me from tears (what a fool I've been)
I'll give it to someone special (I know you fool me again)


Last Christmas
I gave you my heart (oh! yeah!)
But the very next day you gave it away (you gave it away)
This year
To save me from tears (from tears)
I'll give it to someone special (special)


Last Christmas
I gave you my heart (oh! yeah!)
But the very next day you gave it away (you gave it away)
This year
To save me from tears (from tears)
I'll give it to someone special (special)


2 comentários:

Renata disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renata disse...

like it!
;D

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