Eu me sento e espero pelo entardecer. São momentos como esse em que vemos como é bela a vida. Em que outra hora veríamos o céu laranja? Durante o amanhecer, ele está vermelho, é quando o céu mostra as marcas da noite. Ao entardecer ele se arrepende pelos erros cometidos no dia. Agora está escurecendo, porém ainda é claro, posso ver os últimos raios de sol no horizonte. A noite está chegando, e o dia vai partindo. Porém, ao entardecer, eles param para conversar. Dois opostos convivendo em perfeita união. O entardecer é a hora mágica, é a hora em que renovamos a nossa esperança: por mais escuro que esteja, o sol há de nascer e iluminar meus caminhos, por isso, posso continuar.

Isabella Quaranta

segunda-feira, maio 10, 2010

Insanes Manicômio – Relatório #1

Hey hey everyone! Tudo de boa na lago? Hoje vou falar sobre essa nova série, o Insanes. A inspiração foi simples: eu era pirralha, a aula era chata, eu comecei a escrever. Sério, eu tinha 13 anos quando comecei a escrever isso. Qualquer semelhança com outros livros (como vai ter como Death Note em um momento) é mera coincidência, JURO!

But, whatever. 

O que interessa é que o Insanes é um surto total meu que eu recuperei faz um mês ou mais. Aí parei hoje pra escrever.

TOTAIS E COMPLETOS CRÉDITOS À ANA AGUIAR pelo Lionel! Ana, pra quem não sabe, é autora de Fazenda Jones (vício meu), dona do @coisadejones e do @fazendajones. Sobre o Lionel é um personagem ( que eu amei ) que ela criou para o Insanes!

Então espero que todos gostem e curtam ler o Insanes tanto quanto eu curti escrever.

Relatório #1

# Dr. Farrell #

O mundo é estranho. As pessoas começam a vida buscando reconhecimento do mundo, e quando o tem, largam tudo, pois não querem mais chamar atenção. Eu era um famoso médico que chegou a descobrir e fazer coisas que você nunca iria acreditar. Quando cheguei ao auge da minha carreira, decidi abandonar tudo. Você já ouviu falar sobre Epicilétipo? Provavelmente não. Bem, pode-se dizer que foi minha maior descoberta. Se eu tivesse continuado com o projeto, poderia salvar o mundo, afinal, o Epicilétipo é capaz de matar qualquer vírus contraído pelo organismo humano. Quando digo qualquer vírus, eu falo sério, até mesmo o da AIDS, essa vacina consegue entrar no sangue e age como um anticorpo super desenvolvido. Agora você deve estar falando mal de mim e se perguntando o motivo de não ter anunciado ao mundo minha descoberta. Os efeitos colaterais da vacina me fizeram mudar de ideia, eles eram muito complexos e fugiam do meu controle com facilidade, mas isso é história para outra hora. Eu vou relatar a vocês sobre dois pacientes que tive em meus cuidados que marcaram muito.

Mas antes, devo me apresentar.

Meu nome é Robert Farrell, tenho 739 anos, mas – modéstia à parte – aparência de 25. Trabalho nesse manicômio desde que saí do rumo da química. Não me lembro exatamente quando foi isso, provavelmente uns 500 anos atrás acho. Sou ruivo, olhos azuis (lentes azuis, todos estranhariam uma pessoa com olhos vermelhos pulsando, como sangue), cabelo meio cacheado, bom de papo, simpático, sincero, charmoso, com sede de sangue, um corpo escultural, de grande ego, amável, simpático, já falei isso? Resumindo: Sou um vampiro maravilhoso e meu telefone para contato é 666 345 445.

Ok. Chega de falar de mim. Vamos ao que interessa.

Nesses anos de trabalho, e falo sério quando digo que foi bastante tempo. Conheci várias pessoas que me fizeram pensar, chorar, enojar, desprezar, amar, me marcaram. Dentre todas essas, houve três que marcaram tudo que aconteceu comigo. Mirrage, Legend e Lionel Lua Cheia. É sobre eles que vou falar hoje para vocês.

Primeiro a estranha e bizarra Mirrage.

Ela deve ter um pouco mais de 15 anos, não sei ao certo. Aparentemente ela não tem documentação nenhuma, e ela não abre a boca pra falar desse assunto nem ameaçada de morte – sério, já tentei. Meus métodos não são nada convencionais, mas isso não importa muito. Sobre Mirrage, eu não sei bem defini-la. Ela chegou aqui do nada. Quando digo do nada, falo sério. Falo sobre isso melhor depois.

Fisicamente, Mirrage é uma garota normal. Levando em conta que ela pinta seu cabelo – sabe-se lá com que tinta – todos os dias. Hoje pela manhã estava laranja. Ah! LARANJA! Bom, essa é a cor dos olhos de Mirrage por baixo das lentes castanhas. Não entendo porque ela insiste em usar lente aqui, se todos são loucos mesmo, ninguém vai notar a diferença. O mais interessante de Mirrage é que ela tem formas pequenas, quase como uma criança, e sua voz parece um canto de um anjo. Tudo nela levaria você a se apaixonar – claro, eu não sou você. Só tem um detalhe sobre esse suposto “anjo”. Ela fala muito palavrão e o seu canto pode causar surdez nos mais desavisados. Mirrage calada é o sonho de qualquer pessoa, ela abre a boca e vira um demônio! Igual ao diabo da tasmânia.

Ela também tem umas manias bem interessantes. Quando está tensa, por exemplo, ela fica contando os dedos das mãos até se acalmar. Ou quando está sem sono, começa a recitar poemas em outras línguas. A mais comum é o alemão, não me pergunte o motivo. Ela só come quando ninguém está olhando – temos de nos virar de costas para ela durante as refeições. Por incrível que possa parecer, as câmeras de seguranças param de funcionar do nada durante esses momentos.

Vamos deixar Mirrage um pouco de lado e partir para o Legend.

Legend é um cinqüentão, forte, sério, mal-humorado, feio, inteligente, que vive chapado e sua voz parece a do Bruce Springster (N/A: Ou seja, sensual ao extremo). Resumidamente, ele é o oposto de Mirrage – pelo menos a meu ver. Os olhos dele são violeta... ou melhor, quase rosa. Ele e Mirrage são bem peculiares, eu meio que duvido da “humanidade” deles.

Legend é muito misterioso, e de alguma forma sempre sabe o que você vai falar ou fazer antes que aconteça. Isso no geral me irrita muito, mas como não sou eu que convivo 24 horas, ou quase isso, por dia com ele, não me importo. Deixo essa tarefa para Mirrage, a coitada desistiu de jogar cartas com Legend, melhor dizendo, desistiu de jogar qualquer coisa com ele.

Não há muito que se falar sobre a vida desse cinqüentão antes de vir para cá. Ele é muito fechado, não com partilha sua vida com ninguém por aqui, só se sabe que um dia apareceu. Quase como mágica. Um dia ele não estava e no momento seguinte, ele estava. Assim como Mirrage, Legend tem várias manias. Ele só se senta agachado sobre seus pés (de cócoras), adora comer chocolate branco – algo que faz sempre que está alterado, seja sem sono, estressado, com tédio (leia-se: o tempo todo) –, quando fica nervoso, tem a mania de coçar o joelho esquerdo com o dedo mindinho da mão direita. Quando lhe fazem uma pergunta e ele não sabe a resposta, ele se vira e diz em tom bravo (mais do que o normal) “Não estou com tempo para perguntas idiotas. Vá falar com o Dr. Farol!”

Dr. Farol, é, sou eu. Farrell, Farol... Sacou? Se não, o problema não é exatamente meu. Mas voltando a Legend. Ele só passa perfume de um lado do corpo, toma seis banhos por dia (um a cada 4 horas sagradamente), não deixa ninguém – afora Mirrage – tocar em suas mãos ou no seu cabelo. Deu pra ver que ele não fica muito atrás dela em matéria de “fora do padrão”.

Convenhamos, não era de se esperar pessoas “padrão” em um manicômio.

O último do deles, mas não menos notável, é Lionel Fisher, mas se você mora no manicômio há, pelo menos, um mês, saberá que ele é conhecido como Lionel Lua Cheia. Esse canadense de 20 anos – pelo menos alguém tem registro de nascimento aqui – é alto e magro. As fêmeas desse manicômio dizem que ele é bonito, uma beleza exótica, assim... Você não vê caras como ele por aí... Mas esqueça, ele não é para o seu bico.

Você deve estar se perguntando o motivo do “Lua Cheia”. Nada mais simples. Ele fica meio peculiar nessa época do mês. Digo, hiperatividade excessiva - chegando a ferir o próprio corpo -, mudança súbita de temperamento, transtornos de temperatura - ficando com MUITO calor ou MUITO frio -, o pior que esse transtorno não é psicológico, todo seu corpo dá indícios de hipotermia ou de que vai morrer desidratado, devida a perda de água pelo suor.

Lionel também fica repetindo compulsivamente “não tem ninguém em casa” sempre que está transtornado ou com medo, entre outras coisas que prefiro não citar nesse relatório inicial.

De acordo com os estudos sobre sua vida, dias antes de parar no manicômio, alguém bateu na porta de sua casa (morava com os pais) e, por preguiça e ironia de sua parte, gritou “Não tem ninguém em casa”. Depois disso encontrou os pais sem vida na piscina da casa e a frase escrita com sangue no muro.

Ele é extremamente inteligente em relação à matemática, consegue resolver qualquer problema que lhe for apresentado. O mais interessante, porém, é a “entidade” que Lionel afirma estar sempre do seu lado nos momentos mais difíceis. Essa presença é a responsável por seus distúrbios, ela que o controla quando qualquer um dos fatos acima acontece – isso é o que Lionel diz. Ele acredita que seja o assassino de seus pais tentando controlar seu corpo.

Bizarro.

Agora você, com toda a sua petulância, me pergunta: “E qual é mesmo a importância desses retardados dementes bostas surtados três na minha vida?”. Minha resposta é prática, rápida e direta: nenhuma! Eles foram e são importantes na MINHA vida! E como eu vou contar a minha vida a vocês, eles vão acabar aparecendo.

3 comentários:

Ana Aguiar disse...

hahahha tá muito bommmm, lionel s2 IASUDHAISUDHI to sentindo que vai ser um best-seller hein hein hoohoho continua assim, tu é ótima!!!
xx

estórias de uma vida louca disse...

Amei, a estória parece bem interessante!Continue assim*-*

Alexandre Santos disse...

*----------*
ADOREEEI ...quero mais! =D

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